quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Las borrachas

Borracha (tradução do espanhol)
Adj. F.
Pessoa do sexo feminino que está sobre efeito momentâneo de certa quantidade de álcool ingerida.
Sinônimos: Alcoolizado, borrachera, Maria Bonome Pederneiras y su mamá en Mendoza, etc.

Acho que estou começando a entender o básico do básico sobre vinhos. Se não, pelo menos sou uma iludida bem alimentada e feliz!
O passeio começou cedo hoje (não por livre e espontânea vontade, mas por ter sido acordada as 7hrs).

Às 10hs partimos para a região de Maipur, perto de Mendoza. Em um “pacotão turístico” decidimos que seria melhor visitarmos todos os vinhedos que queríamos desta região de uma vez só, uma plano básico de economia brasileira.

- Mas ustedes consegen beber tanto vino en un só día?
- Sí, claro, no hay problema!
(adoro viajar com minha mãe!)

Bodega CarinaE:

A história dessa bodega é a mais encantadora:
 Em resumo, um casal francês que veio para Mendoza nos anos 90 para trabalhar  com algo que não tinha nada a ver com vinho decide comprar uma velha bodega abandonada (mas ainda em bom estado), simplesmente porque adoravam vinho e Mendoza!
O marido, Phillippe Subra, sempre adorou astrologia e, por isso, quando criou-se a vinícola deu-lhe o nome de Carinae, que é a constelação que acompanha a plantação somente durante os meses de colheita.
Assim, como achei esta história simpática, também foi para mim o lugar. Pequeno, aconchegante, bonito e gostei muito do vinho!


Bodega Zuccardi:

Primeiro, sou obrigada a falar do almoço de lá...
O menu é fixo, mas eles tem um leitor de mentes muito bom que descobriu o que eu queria (e que se dependesse de mim talvez nem eu teria descoberto!):
De entrada: uma saladinha básica bem fresca, pra contrastar com o calor, acompanhada de um vinho branco Chardonnay.
Prato principal: Adivinha? Carne, é claro! E de todos os tipos: costelinha, linguiça, chouriço (este eu confesso que ainda não consigo comer), carne de porco e bife de chorizo. Una parrillada muy rica! Acompanhada de um vinho tinto Zuccardi Zeta.
E de sobremesa: Um bolo de especiarias com sorvete (este foi em homenagem à Seu Paulo), acompanhado de um vinho Tardío, mais doce do que o prato!

Depois disso tudo, é de se esperar que eu estava mais pra lá do que pra cá (com D. Paula e comadre Lúcia, minhas fiéis companheiras!). E o que as borrachas querem fazer? Beber mais, é claro!
Então seguimos para a visita na bodega, debaixo de um sol impiedoso, rindo que nem três loucas durante toda a excursão, para no final terminarmos tomando mais vinho!
A degustação foi o necessário pra me fazer ficar uma inútil o resto do dia (nem saladinha rolou a noite). Andei pela cidade até escurecer (o que aqui acontece às 22h30/23h!), ainda sem saber o que estava acontecendo de verdade (quase tomei um drink com um cara estranho na esquina!).

Voltei correndo pra cama. Amanhã tem mais...


Na bodega CarinaE (e em outras também, descobri mais tarde) a etiqueta das garrafas são postas manualmente, para não mexer muito o vinho. Este é o simples/complexo instrumento para se fazer isto.
Este é o símbolo da bodega CarinaE, que estava em um vitral onde estavam os barris de carvalho


Plantação de oliveiras 

Vista de onde eu almocei (Zuccardi)

La parrilhada!

D. Paula Borracha y comadre Lúcia (que no necesita de ningún vino!)








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